Os permanentes fora de área: O acesso e a Atenção à Saúde para população sem terra
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v10i5.14803Palavras-chave:
Assentamentos humanos; Acesso aos serviços de saúde; Atenção à saúde; Atenção à saúde.Resumo
Objetivou-se identificar a percepção da população Sem Terra sobre o acesso aos serviços de saúde e a atenção à saúde. Trata-se de um estudo exploratório-descritivo, de natureza qualitativa. A coleta de dados consistiu em entrevista semiestruturada individual com 11 sujeitos, entre acampados e assentados do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) situados no estado do Rio Grande do Norte, no Nordeste brasileiro. O tratamento dos dados ocorreu através da técnica de análise de conteúdo na qual houve a delimitação de duas categorias: A vida no MST e a Atenção à saúde. O cotidiano retrata condições de moradia e de trabalho precárias, agricultura familiar e expectativa de melhorias com a posse da terra. Existe dificuldade de acesso, as ações de saúde são restritas e pontuais, voltadas para o modelo hegemônico. Destaca-se a importância de melhorar o acesso aos serviços, com gestão participativa, planejando ações intersetoriais atrelada às demais políticas do Ministério da Saúde (MS) com o intuito de promoção à saúde.
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