Arte-Educação, Transtorno do Espectro Autista-TEA e possibilidades educativas
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v10i5.14842Palavras-chave:
Transtorno do espectro autista- TEA; Arte-educação; Desenvolvimento infantil.Resumo
O estudo teve como objetivo compreender a criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na primeira infância (de zero a dois anos), refletindo sobre as possiblidades construtivas da Arte-Educação para o desenvolvimento e aprendizagem da criança. O TEA é caracterizado por dificuldades no desenvolvimento da linguagem, nos processos de comunicação e por déficits nos processos de socialização. A Arte pode proporcionar experiências e oportunidades de construção sensoriais, cognitivas e afetivas, e que dialoga com intervenções terapêuticas- pedagógicas na Educação de crianças atípicas com dificuldades na interação social e na comunicação. A pesquisa de abordagem qualitativa foi realizada por meio de entrevista narrativa com a mãe de uma criança com TEA. Os resultados sugerem que a criança desde os primeiros meses apresentou sinais do TEA como: dificuldade de amamentação, a ausência de contato visual, descontentamento nos momentos de toque, pouca reação a voz humana, fixação por objetos que pudessem ser girados e um padrão repetitivo de organização. A arte desperta, no bebê, múltiplas sensações: cria laços afetivos, promove o aconchego, estimula percepções sensoriais e movimento e precisam ser estimulados para essa expressão. Conclui-se que a criança com TEA na primeira infância, pode se beneficiar das possiblidades construtivas da Arte-Educação, como fator benéfico para o progresso interativo da criança.
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