Evidências científicas acerca do esteviosídeo no controle do Diabetes mellitus tipo 2: uma revisão
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v10i14.22051Palavras-chave:
Estévia; Esteviosídeo; Diabetes mellitus tipo 2; Glicosídeos.Resumo
O objetivo desse estudo foi fazer uma busca de evidências científicas para avaliar o uso e ação do esteviosídeo em pacientes com diabetes mellitus tipo2. Trata-se de uma de revisão integrativa da literatura, as fontes de busca foram às bases de dados: Scielo, PubMed, LILACS e Google Acadêmico. Para a seleção da amostra foi estabelecido critérios de artigos originais indexados de 2017 a 2021, a escolha deste período atendeu ao critério de temporalidade, em que foi considerado o recorte de cinco anos, por se tratar de publicações mais atuais, na língua inglesa e portuguesa. Nos estudos examinados evidenciou-se que o esteviosídeo se apresenta como um composto glicosídico com elevada doçura, baixo valor calórico, inclui a interação à glimeripedina e metformina, o que potencializa a redução glicêmica por meio de ações antioxidantes e melhora do perfil lipídico. Ressalta-se ainda sua ação na diminuição dos níveis de glicose e colesterol total, prevenção do dano oxidativo e melhora da função hepática e renal, como também reduz os danos dos órgãos internos fazendo a remoção tecidual de colágeno e contribuindo para o funcionamento normal cardíaco. Também demonstra resultados positivos na saciedade contribuindo para retardo do esvaziamento gástrico e sendo útil no tratamento da obesidade atuando na inibição da absorção de glicose. Dessa forma, conclui-se que o esteviosídeo tem ação preventiva e metabólica, além de fomentar estudos pré-clínicos e experimentais, culminando em efeitos não calóricos, antidiabéticos e anti-hiperglicêmicos, apresentando qualidade sensorial, terapêutica e nutricional.
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