Efeito do treinamento de força na pressão arterial de idosos: uma revisão narrativa
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v11i4.26662Palavras-chave:
Envelhecimento; Resposta hemodinâmica; Saúde cardiovascular; Treinamento resistido.Resumo
O objetivo do presente estudo foi revisar os principais efeitos do treinamento de força na pressão arterial de idosos. Para tal, foi realizada uma busca nas bases indexadoras do SciELO e Google Acadêmico entre os anos de 2010 e 2021 utilizando como descritores “treinamento de força”, “saúde cardiovascular”, “pressão arterial” e “idosos”. Após passarem pelos critérios de inclusão e exclusão, foram analisados e incluídos 4 artigos nesta revisão, os quais majoritariamente indicam que o treinamento de força é uma ferramenta eficaz para promover controle das cifras pressóricas na população de idosos. Os resultados sugerem que o treinamento resistido pode ser sim uma forma de auxiliar no controle da hipertensão arterial sistêmica de idosos assim como os anti-hipertensivos. Dessa forma, os autores do presente trabalho recomendam que exercícios de força devem ser inseridos dentro da periodização e planejamento, aumentando a possibilidade de controle das cifras pressóricas.
Referências
American College of Sports and Medicine – Position Stand. (2011). Quantify and quality of exercise for developing and maintain cardiorespiratory, musculoskeletal, and neuromotor fitness in apparently healthy adults: Guidance for prescribing exercise. Med Sci Sports Exerc, 43 (7), 1334-1359.
Araújo, J. M. M. M., Costa, H. M., Silva, E. R. F., Rocha, R. W. G., & Farias, A. M. (2020). Efeitos do treinamento resistido e do treinamento combinado sobre os níveis pressóricos de portadores de hipertensão arterial sistêmica. Brazilian Journals, 3 (4), 7081-7089.
Brand, C., Griebeler, L. C., Roth, A. M., Mello, F. F., Barros, T. V. P., & Neu, L. D. (2013). Efeito do treinamento resistido em parâmetros cardiovasculares de adultos normotensos e hipertensos. Rev Bras Cardiol, 26 (6), 435-442.
Brook, R. D., Appes, L. J., Rubenfire, M., et al. (2013). Beyond medications and diet: alternative approaches to lowering blood pressure: a scientific statement from the American Heart Association. Hypertension, 61 (6), 1360-1383.
Bundchen, D. C., Schenkel, I. C., Santos, R. Z., & Carvalho, T. (2013). Exercício físico controla pressão arterial e melhora qualidade de vida. Rev Bras Med do Esporte, 19 (2), 91-95.
Castro, M. F., Ferracioli, I. J. C., & Oliveira, J. E. C. (2010). A aplicação do treinamento resistido no tratamento da hipertensão arterial. EFDeportes, 15 (149), 148-150.
Costa, J. B. Y., Gerage, A. M., Gonçalves, C. G. S., Pina, F. L. C., & Polito, M. D. (2010). Influência do estado de treinamento sobre o comportamento da pressão arterial após uma sessão de exercícios com pesos em idosas hipertensas. Rev Bras Med Esporte, 16 (2), 10-15.
Estrela, C. (2018). Metodologia Científica: Ciência, Ensino, Pesquisa. Editora Artes Médicas.
Gauche, R., Lima, R., Myers, J., Gadelha, A., Neri, S., Forjaz, C., & Vianna, L. (2017). Blood pressure reactivity to mental stress is attenuated following resistance exercise in older hypertensive women. Dove Press Journal, 14, 123-125.
Gurjão, A. L. D., Gonçalves, R., Carneiro, R. H., Ceccato, M., Filho, J. C. J., & Gobbi, S. (2013). Efeito do treinamento com pesos a pressão arterial de repouso em idosas normotensas. Rev Bras Med Esporte, 19 (3), 160-163.
Locks, R. R., Ribas, D. R., Wachholz, P. A., & Gomes, A. R. S. (2012). Efeitos do treinamento aeróbio e resistido nas respostas cardiovasculares de idosos ativos. Fisioter Mov, 25 (3), 541-550.
MacDonald, H. V., Johnson, B. T., Huedo-Medina, T. B., et al. (2016). Dynamic resistance training as stand-alone antihypertensive lifestyle therapy: a meta-analysis. J Am Heart Assoc, 5 (10), e003231.
Mills, K. T., Bundy, J. D., Kelly, T. N., et al. (2016). Global disparities of hypertension prevalence and control: a systematic analysis of population-based studies from 90 countries. Circulation, 134 (6), 441-450.
Miranda, R. D., Perrotti, T. C., Bellinazzi, V. R., Nóbrega, T. M., Cendoroglo, M. S., & Neto, J. T. (2002). Hipertensão Arterial no idoso: peculiaridades na fisiopatologia, no diagnóstico e no tratamento. Rev Bras Hipertens, 9 (3), 293-300.
Nogueira, I. C., Santos, Z. M. A., Mont, D. G. B., Martins, A. B. T., & Magalhães, C. B. A. (2012). Efeitos do exercício físico no controle da hipertensão arterial em idosos: uma revisão sistemática. Rev Bras Geriatr Gerontol, 15 (3), 587-601.
Schiffrin, E. L. (2014). Immune mechanisms in hypertension and vascular injury. Clin Sci (Lond), 126 (4), 267-274.
Silveira, M. P., Fagundes, K. K. S., Bizutti, M. R., Starck, E., Rossi, R. C., & Silva, D. T. R. (2021). Physical exercise as a tool to help the immune system against COVID-19: and integrative review of the current literature. Clin Exp Med, 21 (1), 15-28.
Souza, L. H. R., Corrêa, H. de L., Rosa, T. dos S., et al. (2020). Blood pressure decrease in elderly after isometric training: does lactate play a role? Research, Society and Development, 9 (9), e655997433.
Thompson, W. R. (2022). Worldwide survey of fitness trends for 2022. ACM’s Health & Fitness Journal, 26 (1), 11-20.
Vieira, L., & Queiroz, A. (2013). Análise metodológica do treinamento de força como estratégia de controle da pressão arterial em idosos: uma revisão. Rev Bras Geriatr Gerontol, 16 (4), 845-854.
Whelton, P. K., Carey, R. M., Aronow, W. S., et al. (2018). 2017. ACC/AHA/AAPA/ABC/ACPM/AGS/APhA/ASH/ASPC/NMA/PCN. A Guideline for the Prevention, Detection, Evaluation, and Management of high blood pressure in adults: executive summary. A report of the American College of Cardiology/American Heart Association, Task Force on Clinical Practice Guidelines. Hypertension, 71 (6), 1269-1324.
Williams, B., Mancia, G., Spiering, W., et al. (2018). 2018 ESC/ESH Guidelines for the management of arterial hypertension. Eur Heart J, 39 (33), 3021-3104.
Yang, Y. J. (2019). An overview of current physical activity recommendations in primary care. Korean J Fam Med, 40 (3), 135-142.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2022 Deivison de Oliveira Dias; Victor Gonçalves Corrêa Neto; Rudson Santos da Silva; Luiz Guilherme da Silva Telles; Gleisson da Silva Araújo; Marcelo José Colonna de Miranda; Jefferson da Silva Novaes; Estêvão Rios Monteiro

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
2) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.