La valoración de los servicios ambientales en la formación de precios del caucho nativo en Acre
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v10i10.16163Palabras clave:
Valoración ambiental; Formación de precios; Caucho nativo; Cadena productiva; Chico Mendes RESEX.Resumen
La desarticulación del extractivismo tradicional en la década de 1960 provocó graves problemas socioeconómicos y ambientales en la Amazonía. Las Reservas Extractivas (RESEX) surgieron como una alternativa de desarrollo sustentable para la región. Sin embargo, los desafíos únicos en las actividades extractivas, como el caucho nativo, continúan generando dificultades con la viabilidad económica, ya que el mercado no logra capturar los atributos ambientales de los bosques. Estas fallas pueden afectar el mantenimiento de los servicios ecosistémicos. Los pagos por servicios ambientales, como la certificación ambiental, surgen como una forma de compensar a quienes realizan servicios ambientales. El objetivo general de este estudio es evaluar la valoración ambiental en la formación de precios de la cadena productiva del caucho en el estado de Acre. Trabajamos con la metodología de formación de precios a través de indicadores de margen comercial (Markup) y Apropiación Efectiva de acuerdo a la estructura de los circuitos de mercado de la cadena productiva del caucho en la región. Nuestros resultados indican que los extractivistas de la RESEX Chico Mendes obtuvieron, en el período 2018/2019, un nivel de remuneración por sus servicios ambientales que puede conducir a la viabilidad económica en la producción de caucho. Sin embargo, desde el punto de vista del mantenimiento de los servicios ambientales - así como del mantenimiento de las familias de los extractivistas - esa remuneración aún no es suficiente para una valoración ambiental efectiva.
Citas
Almeida, M. W. B. de. (2004). Direitos à Floresta e Ambientalismo: Seringueiros e Suas Lutas. Revista Brasileira de Ciências Sociais, 19(55), 33–53. Retrieved from https://www.scielo.br/pdf/rbcsoc/v19n55/a03v1955.pdf
Barbosa de Almeida, M. W., Allegretti, M. H., & Postigo, A. (2018). O legado de Chico Mendes: êxitos e entraves das Reservas Extrativistas. Desenvolvimento e Meio Ambiente, 48(Edição especial: 30 Anos do Legado de Chico Mendes), 25–55. https://doi.org/10.5380/dma.v48i0.60499
Barros, G. S. de C. (1987). Economia da comercialização agrícola (Vol. 1). Piracicaba: FEALQ.
Brose, M. E. (2016). Cadeias produtivas sustentáveis no desenvolvimento territorial: a castanha na Bolívia e no Acre, Brasil. Interações (Campo Grande), 17(1). https://doi.org/10.20435/1518-70122016108
CMMAD. (1991). Nosso Futuro Comum (2nd ed., Vol. 2). Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas.
CONAB - Companhia Nacional de Abastecimento. (2019). Política de Garantia de Preços Mínimos para Produtos da Sociobiodiversidade (No. 2; 2nd ed.). Retrieved from https://www.conab.gov.br/images/chamadas/politicas_programas/cartilha-pgpm-bio 2019_digital.pdf
CONAB - Companhia Nacional de Abastecimento. (2020). Portal de Informações Agropecuárias: Preços Mínimos – Borracha Natural (cernambi). Retrieved March 20, 2020, from Companhia Nacional de Abastecimento website: https://portaldeinformacoes.conab.gov.br/precos-minimos/precos minimos-dashboard
Costa, F. N. da, Deos, S. S. de, & Brito, J. V. de. (2001). Meta Inflacionária, Juros e Preços no Varejo Brasileiro. Revista de Economia Política, 21(4 (84)), 93–111. Retrieved from https://centrodeeconomiapolitica.org.br/rep/index.php/journal/article/view/997
Costanza, R., de Groot, R., Braat, L., Kubiszewski, I., Fioramonti, L., Sutton, P., … Grasso, M. (2017). Twenty years of ecosystem services: How far have we come and how far do we still need to go? Ecosystem Services, 28(Part A). https://doi.org/10.1016/j.ecoser.2017.09.008
Drummond, J. A., & De Souza, C. (2016). A extração da flora e fauna nativas na Amazônia brasileira – uma segunda apreciação. Desenvolvimento e Meio Ambiente, 36(2), 9–53. https://doi.org/10.5380/dma.v36i0.42715
Dürr, J. (2004). Manual Metodologia de Pesquisa Empírica para Construção de Cadeias Produtivas e Contas Sociais de Base Agrária (Vol. 1). Belém: NAEA.
Ghosh, D. (1986). Fix Price-Flex Price in Development Economics. Australian Economic Papers, 25(46), 122–127.
Goeschl, T., & Igliori, D. C. (2006). Property Rights for Biodiversity Conservation and Development: Extractive Reserves in the Brazilian Amazon. Development and Change, 37(2). https://doi.org/10.1111/j.0012-155X.2006.00484.x
Hall, A. (2000). Environment and Development in Brazilian Amazonia: From Protectionism to Productive Conservation. In A. HALL (Ed.), Amazonia at the Crossroads: The challenge of sustainable development (1st ed., Vol. 1, pp. 99–114). London: IILAS.
Hirschman, A. O. (1958). The Strategy of Economic Development (Vol. 10). https://doi.org/10.2307/1235188
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (2019). Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura. Retrieved March 21, 2021, from Sistema IBGE de Recuperação Automática website: https://sidra.ibge.gov.br/pesquisa/pevs/tabelas/brasil/2019
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (2021). Cidades e Estados. Retrieved March 21, 2021, from Portal Cidades website: https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/ac.html
Inhetvin, T. (1998). Agricultores familiares, agentes mercantis e a comercialização de produtos agrícolas: o caso de Capitão Poço. Papers Do NAEA, 100, 102-undefined.
Kitamura, P. C. (1995). Políticas ambientais para a Amazônia: uma avaliação crítica. In J. M. M. da Costa (Ed.), Amazônia: desenvolvimento econômico, desenvolvimento sustentável e sustentabilidade de recursos naturais (1st ed., Vol. 1, pp. 125–162). Belém: NUMA.
Köche, J. C. (2011). Fundamentos de Metodologia Científica (1st ed., Vol. 1). Retrieved from http://www.adm.ufrpe.br/sites/ww4.deinfo.ufrpe.br/files/Fundamentos_de_Metodologia_Científica.pdf
Lo, A. (2018). Would you pay more for sustainable sneakers? Retrieved March 20, 2021, from CNN Business website: https://edition.cnn.com/2018/10/28/business/veja sneakers/index.html
Maciel, Raimundo C. G., Reydon, B. P., Costa, J. A. da, & Sales, G. de O. (2014). Paying for Environmental Services. Journal of Environmental Protection, 05(05). https://doi.org/10.4236/jep.2014.55045
Maciel, Raimundo Cláudio Gomes. (2003). Ilhas de alta produtividade: inovação essencial para a manutenção dos seringueiros nas reservas extrativistas. Universidade Estadual de Campinas, Campinas.
Maciel, Raimundo Cláudio Gomes. (2007). Certificação ambiental: uma estratégia para conservação da floresta amazônica. Universidade Estadual de Campinas, Campinas.
Maciel, Raimundo Cláudio Gomes. (2020). Diagnóstico Socioeconômico da Produção Familiar Rural na Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes – Período 2018/2019. Rio Branco.
Maciel, Raimundo Cláudio Gomes, Cavalcanti, F. C. da S., de Souza, E. F., de Oliveira, O. F., & Cavalcante Filho, P. G. (2018). The “Chico Mendes” extractive reserve and land governance in the Amazon: Some lessons from the two last decades. Journal of Environmental Management, 223(1). https://doi.org/10.1016/j.jenvman.2018.06.064
Maciel, Raimundo Cláudio Gomes, Oliveira, O. F. de, Cavalcante Filho, P. G., Ribeiro, L. N., Silva, G. S. A. L. da, Araújo, W. D. S., … Silva, Í. H. B. da. (2019). Distribution of Income and Poverty in the Chico Mendes Extrative Reserve (Resex). Journal of Agricultural Studies, 7(2), 138–159. https://doi.org/10.5296/jas.v7i4.15310
Mamed, D. D. O., & Dallabrida, V. R. (2016). Instrumentos econômicos de proteção ambiental e desenvolvimento territorial: abordagem teórica e prospecções para o Planalto Norte Catarinense. DRd - Desenvolvimento Regional Em Debate, 6(2). https://doi.org/10.24302/drd.v6i2.1217
Millennium Ecosystem Assessment. (2005). Ecosystems and Human Well-being: Synthesis. In Island Press. Retrieved from https://www.millenniumassessment.org/documents/document.356.aspx.pdf
Padilha Júnior, J. B. (2006). Comercialização de Produtos Agrícolas. Retrieved from https://materiais.tripod.com/sitebuildercontent/sitebuilderfiles/apostila2006sc.pdf
Pereira, A. S., Shitsuka, D. M., Parreira, F. J., & Shitsuka, R. (2018). Metodologia da Pesquisa Científica (Vol. 1). Retrieved from https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/15824/Lic_Computacao_Metodologia-Pesquisa-Cientifica.pdf?sequence=1
Silva, A. G., Da Silva, F. C., & Yamada, T. (2019). Reprodução social de populações tradicionais e pecuária na Reserva Extrativista Chico Mendes: reflexões a partir dos projetos de vida de jovens extrativistas. Desenvolvimento e Meio Ambiente, 52, 235–260. https://doi.org/10.5380/dma.v52i0.65423
Silva, R. R. (2016). Extrativismo e Desenvolvimento na Amazônia: Discussões a partir da formação de preços da borracha (Hevea Brasiliensis) no Acre. Universidade Federal do Acre, Rio Branco.
Souza, G. E. de A. B. (2010). Reserva Extrativista Chico Mendes – AC: os desafios da gestão (com)partilhada. Universidade Federal de Viçosa, Viçosa.
Squeff, T. de A. F. R. C. (2019). O papel da certificação ambiental na consecução do desenvolvimento e consumo sustentável. Revista Da Faculdade de Direito Da UFG, 43, 1–22. https://doi.org/10.5216/rfd.v43.57757
Tavares, E. G., Silva, T. G. A., & Machado, V. G. (2020). Mercados da biodiversidade: análise dos programas de pagamento por serviços ambientais. In L. Scur, J. R. Gimenez, & C. F. Burgel (Eds.), Biodiversidade, recursos hídricos e direito ambiental (Vol. 1). Caxias do Sul: Educs.
Van Noordwijk, M., & Leimona, B. (2018). Eco-certification and the commoditization of ecosystem services. In S. Namirembe, B. Leimona, M. Van Noordwijk, & P. Minang (Eds.), Co-investment in ecosystem services: global lessons from payment and incentive schemes (Vol. 1). Nairobi: World Agroforestry Centre (ICRAF).
Wanderley, M. de N. B. (2014). O campesinato brasileiro: uma história de resistência. Revista de Economia e Sociologia Rural, 52(suppl 1). https://doi.org/10.1590/S0103-20032014000600002
Young, C. E. F., & Medeiros, R. (2018). Quanto vale o verde: a importância econômica das unidades de conservação brasileiras (Vol. 1). Rio de Janeiro: Conservação Internacional.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2021 Raimundo Cláudio Gomes Maciel; César Leandro de Christo Hundertmarck; José Roberto Kassai; João Alfredo de Carvalho Mangabeira; Pedro Gilberto Cavalcante Filho; Alisson Mello Munaretti

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Los autores que publican en esta revista concuerdan con los siguientes términos:
1) Los autores mantienen los derechos de autor y conceden a la revista el derecho de primera publicación, con el trabajo simultáneamente licenciado bajo la Licencia Creative Commons Attribution que permite el compartir el trabajo con reconocimiento de la autoría y publicación inicial en esta revista.
2) Los autores tienen autorización para asumir contratos adicionales por separado, para distribución no exclusiva de la versión del trabajo publicada en esta revista (por ejemplo, publicar en repositorio institucional o como capítulo de libro), con reconocimiento de autoría y publicación inicial en esta revista.
3) Los autores tienen permiso y son estimulados a publicar y distribuir su trabajo en línea (por ejemplo, en repositorios institucionales o en su página personal) a cualquier punto antes o durante el proceso editorial, ya que esto puede generar cambios productivos, así como aumentar el impacto y la cita del trabajo publicado.