Indicadores de saúde da pessoa idosa no nordeste brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v11i2.25548Palavras-chave:
Envelhecimento; Atenção primária a saúde; Indicadores de saúde; Sistema de saúde.Resumo
O envelhecimento rápido da população idosa brasileira causou transformações com problemas complexos na área da saúde pública e desafios para profissionais de saúde na promoção, prevenção e tratamento de enfermidades crônico-degenerativas. Objetivo: analisar os indicadores de saúde da pessoa idosa nos estados do Nordeste brasileiro. Metodologia: estudo descritivo analítico transversal com dados coletados pelo Sistema de Informação de Saúde e Acompanhamento de Políticas do Idoso (SISAP- Idoso) nos nove estados do Nordeste e complementados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2015 a 2019. Foram utilizados indicadores demográficos, socioeconômicos, mortalidade, morbidade e serviços de saúde. Os dados foram processados pelo programa estatístico Excel 2010 e Stata versão 15 e a associação entre os indicadores foi feita pela correlação de Pearson. Resultados: Alagoas teve a maior proporção de óbitos e o Maranhão a maior morbidade por causas evitáveis, maior proporção de óbitos por hipertensão e o menor número de médicos/habitantes. A hipertensão foi a doença mais passível de controle na atenção básica, tendo forte correlação como causa de hospitalização e mortalidade evitável. O conhecimento dos indicadores de saúde pode contribuir para o fortalecimento da atenção básica no Nordeste, sobretudo nos estados mais fragilizados, dando ênfase às doenças de fácil controle como a hipertensão, porém, com forte impacto nos indicadores de saúde da região.
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