Aplicativos móveis como estratégia preventiva dos efeitos deletérios do processo demencial em idosos
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v11i14.36126Palavras-chave:
Idoso; Déficit cognitivo; Aplicativos móveis.Resumo
A população total brasileira foi estimada em 212,7 milhões em 2021 e para o ano de 2030, estimasse atingir 40 milhões de idosos. Com esse crescimento a busca por estratégias que permitam um envelhecimento saudável se faz necessária e assim, a tecnologia por meio de aplicativos tem sido utilizada como aliada na intervenção dos efeitos cognitivos advindos da idade. O estudo teve como objetivo analisar o acervo dos aplicativos móveis desenvolvidos para idosos com o intuito de promover benefícios frente os efeitos deletérios do processo demencial. Para tal, foi realizada uma pesquisa nas bases de dados “LILACS”, “SciELO”, “PUBMED” e “PKP (Publik Knowledge Project)”, por meio da combinação booleana dos descritores: (elderly OR aged OR “old man”) AND (“virtual reality” OR “mobile applications” OR “mobile app” OR app) AND (“cognitive déficit” OR “memory disorders” OR “cogniti”). Obtendo como critérios de inclusão artigos correspondentes ao ano de 2016 a 2021 e artigos sobre aplicativos móveis voltados para prevenção ou estimulação cognitiva de idosos em processo demencial. Desse modo foi apurada a existência de três aplicativos, que ao serem testados, apresentaram vantagens quanto a sua aplicabilidade para com o avanço dos idosos no estágio demencial, exibindo resultados favoráveis na melhoria das funções cognitivas como memória, atenção e raciocínio lógico. Portanto, percebe-se que o mundo digital é favorável ao envelhecimento saudável.
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