Perfil de Óbitos Maternos no Estado do Paraná Entre os Anos de 2010 E 2020: Um Estudo Ecológico
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v11i15.37339Palavras-chave:
Paraná; Óbito materno; Gestações.Resumo
Mortalidade materna refere-se a qualquer morte que ocorra durante a gravidez ou 42 dias após o seu término, independentemente do local ou duração, por qualquer causa direta ou indireta associada ao agravamento da gravidez. A identificação das causas da mortalidade materna tem estimulado a investigação do perfil epidemiológico da mortalidade materna e das causas evitáveis para melhorar a qualidade da assistência à mulher em idade fértil. Assim, o presente estudo visa dispor sobre as causas de mortalidades maternas diretas e indiretas, por meio de uma análise do perfil de óbitos, onde fora pesquisado o número de gestações ocorridas entre os anos de 2010 e 2020 no estado do Paraná os relacionando diretamente com o número de óbitos das mães. Trata-se um estudo do tipo ecológico, que compara indicadores sociais e de saúde da população, no estado do Paraná, a forma de agrupamento das variáveis obedeceu à disponibilidade das informações do sistema, por meio de critérios de inclusão e exclusão pré-fixados. Como resultado, obteve-se que a taxa de mortalidade materna no Paraná é alta. Este estudo também mostrou os principais fatores associados à mortalidade, levando em consideração as causas e qualidade da assistência prestada, evidenciando a necessidade de os governos investirem na formação e qualificação de profissionais para atender as mulheres em idade reprodutiva, assistência pré-natal, parto, aborto e puerpério.
Referências
Brasil. (2015) Ministério da saúde. Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Razão de mortalidade materna de 2009 a 2015. Brasília/DF: Editora do Ministério da Saúde.
Brasil. (2007). Manual dos comitês de morte materna. Ministério da Saúde. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/comites_mortalidade_materna_3ed.pdf
Barreto, B. L. (2021). Perfil epidemiológico da mortalidade materna no Brasil no período de 2015 a 2019. Revista Enfermagem Contemporânea, 10(1), 127-133.
Cabero, L., & Chervenak, F. A. (2015). Maternal mortality: an ongoing challenge to perinatal medicine. Journal of Perinatal Medicine, 43(1), 1-3.
Costa Filho, A. M., Mambrini, J. V. D. M., Malta, D. C., Lima-Costa, M. F., & Peixoto, S. V. (2018). Contribution of chronic diseases to the prevalence of disability in basic and instrumental activities of daily living in elderly Brazilians: the National Health Survey (2013). Cadernos de Saúde Pública, 34.
de Araújo, I. C. F. G., dos Santos Ferreira, T. L., de Araújo, D. V., Melo, K. D. F., & de Andrade, F. B. (2019). Qualidade do parto e impacto nos indicadores
da saúde da criança. Revista Ciência Plural, 5(1), 18-33.
da Silva Costa, E., de Oliveira, R. B., & de Sousa Lopes, G. (2021). As principais causas de morte maternas entre mulheres no Brasil. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 13(1), e5826-e5826.
de Serqueira, J. R., da Silva Rocha, M. G., da Silva Matias, P. R., & de Moura Villela, E. F. (2020). Análise da mortalidade materna por causas relacionadas ao trabalho de parto, parto e puerpério em Goiás no período de 2008 a 2017. Brazilian Journal of Development, 6(9), 68307-68319.
de Souza Barreto, É. D. S., de Souza Oliveira, J., de Souza Araújo, A. J., de Souza Queiroz, P. E., & da Silva Schulz, R. (2018). Redução da mortalidade materna e atuação do enfermeiro. Revista Enfermagem Contemporânea, 7(1), 20-26.
Feitosa-Assis, A. I., & Santana, V. S. (2020). Ocupação e mortalidade materna. Revista de Saúde Pública, 54.
Félix, H. C. R., Corrêa, C. C., Matias, T. G. D. C., Parreira, B. D. M., Paschoini, M. C., & Ruiz, M. T. (2019). Sinais de alerta e de trabalho de parto: conhecimento entre gestantes. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, 19, 335-341.
Lima-Costa, M. F., & Barreto, S. M. (2003). Tipos de estudos epidemiológicos: conceitos básicos e aplicações na área do envelhecimento. Epidemiologia e serviços de saúde, 12(4), 189-201.
Machado Junior, L. C., Sevrin, C. E., Oliveira, E. D., Carvalho, H. B. D., Zamboni, J. W., Araújo, J. C. D., ... & Peixoto, S. (2009). Associação entre via de parto e complicações maternas em hospital público da Grande São Paulo, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, 25, 124-132.
Miranda, F. F. S., Toth, M. V. B., Costa, T. R., & Freitas, R. F. (2019). Pré–eclâmpsia e mortalidade materna. Cadernos da Medicina-UNIFESO, 2(1).
Montenegro, C. A. B & Filho, J. R. (2019) Rezende e obstetrícia. 14. ed. [S. l.]: Guanabara Koogan.
Ricci, S. S. (2015). Enfermagem materno-neonatal e saúde da mulher . Grupo Gen-Guanabara Koogan.
Rodrigues, A. R. M., Cavalcante, A. E. S., & Viana, A. B. (2019). Mortalidade materna no Brasil entre 2006-2017: análise temporal. ReTEP, 11(1), 3-9.
Ruas, C. A. M., Quadros, J. F. C., Rocha, J. F. D., Rocha, F. C., Andrade Neto, G. R. D., Piris, Á. P., ... & Leão, G. M. M. S. (2020). Perfil e distribuição espacial da mortalidade materna. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, 20, 385-396.
Silva, S. C. M., Monteiro, E. A. & Freitas, W. D. M. F. E. (2020). Diagnóstico da situação de morte materna. Rev. Bras. Promoç. Saúde. (32): 9259. https://periodicos.unifor.br/RBPS/ article/view/9259/pdf
Scholze, A. R., Iense, T. L. R., Costa, L. D. M., Prezotto, K. H., de Souza Alcantara, L. R., & Melo, E. C. (2020). Mortalidade materna: comparativo após implantação da Rede Mãe Paranaense/Maternal mortality: comparison after the implementation of the Rede Mãe Paranaense. Journal of Nursing and Health, 10(2).
Soares, V. M. N., Souza, K. V. D., Azevedo, E. M. M. D., Possebon, C. R., & Marques, F. F. (2012). Causas de mortalidade materna segundo níveis de complexidade hospitalar. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 34, 536-543.
Tintori, J. A., Mendes, L. M. C., Monteiro, J. C. D. S., & Gomes-Sponholz, F. (2022). Epidemiologia da morte materna e o desafio da qualificação da assistência. Acta Paulista de Enfermagem, 35.
Tostes, N. A. & Seidl, E. M. F. (2016). Expectativas de gestantes sobre o parto e suas percepções acerca da preparação para o parto. Temas em Psicologia. 24(2), 681-93. DOI: 10.9788/TP2016.2-15
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2022 Emily Caroline Bezerra de Almeida ; Tatiane Renata Fagundes
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
2) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.