Análise da efetividade do bloqueio peridural em Bomba de Infusão Continua (BIC) no controle da dor em pós-operatório de cirurgia torácica
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v11i13.35727Palavras-chave:
Toracotomia; Dor; Anestesia epidural; Bombas de Infusão.Resumo
Objetivo: análise da efetividade do bloqueio peridural em Bomba de Infusão Continua (BIC) no controle da dor em pós-operatório de cirurgia torácica. Metodologia: estudo transversal, utilizando banco de dados realizado no Centro de Pesquisas Oncológicas (CEPON), em pacientes submetidos a cirurgias torácicas de 2018 a 2020, em pacientes submetidos a toracotomia. Para a análise dos dados se utilizou do programa IBM Statististicsl Package for the Social Sciences (IBM SPSS®) 18.0, na análise descritiva da variável dependente Escala Visual Analógica de Dor e Tempo de Permanência em UTI, fez uso do Teste U de Mann-Whitney. Dados quantitativos apresentados por medidas de tendência central (média) e suas respectivas medidas de variabilidade/dispersão e qualitativos na forma de frequências simples e relativa. Estudo aprovado pelo comitê de ética em pesquisa. Resultados: nesta série foram analisados 35 pacientes submetidos a cirurgia torácica, o sexo masculino mais prevalente (57,1%), idade média 56,63 e tempo de UTI médio 2,78. A cirurgia mais frequente foi a lobectomia (51,7%). O Teste U de Mann-Whitney demonstrou o grupo 1 relatar menos dor que grupo 2 no POi (p = 0,035). observa-se uma média de tempo de internação em UTI nos pacientes do grupo 1 (3,67 ± 1,63). Conclusão: o estudo demonstrou o uso do bloqueio peridural em BIC com eficácia superior no controle da dor pós-operatória da amostra submetida a cirurgia torácica no CEPON, observado também um tempo maior de internação em UTI dos pacientes que utilizaram esta modalidade anestésica.
Referências
Almeida V., Gama E., Espejo C., & Pedroso J. (2018). A singularidade da dor de pacientes oncológicos em cuidados paliativos. Mudanças - Psicologia da Saúde, 26(1):75.
Appleton S. (2018). Dor Crónica Pós-Cirúrgica: Uma Realidade Crescente. Revista da Sociedade Portuguesa de Anestesiologia, 27(2).
Attri J., Kaur R., Kaur H., & Makhni R. (2016). Post thoracotomy pain management: A review of current available modalities. Department of Anaesthesia, Government Medical College,1(1).
Chen L., Wu Y., Cai Y., Ye Y., Li L., & Xia Y. (2019). Comparison of programmed intermittent bolus infusion and continuous infusion for postoperative patient-controlled analgesia with thoracic paravertebral block catheter: a randomized, double-blind, controlled trial. Regional Anesthesia & Pain Medicine, 44(2):240-245.
Dângelo, J. G. & Fattini, C.A. (2001). Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar. (2a ed.), Atheneu.
Ercolani, D., Hopf, L.B.D.S., & Schwan, L. (2018). Dor crônica oncológica: avaliação e manejo. Acta medica, 39(2).
Gasparini, J., Mello, S., Marques, R., & Saraiva, R. (2008). Analgesia pós-operatória plexular contínua: estudo dos efeitos colaterais e do risco de infecção dos cateteres. Revista Brasileira de Anestesiologia, 58(6):602-613.
Goto, T. (2018) What is the best pain control after thoracic surgery? Journal of Thoracic Disease, 10(3):1335-1338.
Guyatt, G., Gutterman, D., Baumann, M., Addrizzo-Harris, D., Hylek, E., & Phillips, B. (2006) Grading Strength of Recommendations and Quality of Evidence in Clinical Guidelines. Chest, 129(1):174-181.
Heck, J. (2004) Anestesia em cirurgia torácica. Anestesiologia Princípios e Técnicas, 3:775-787.
Hall Burton, D., Boretsky, K. (2014) A comparison of paravertebral nerve block catheters and thoracic epidural catheters for postoperative analgesia following the Nuss procedure for pectus excavatum repair. Pediatric Anesthesia, 24(5):516-520.
Higashi, M., Shigematsu, K., Nakamori, E., Sakurai, S., & Yamaura, K. (2019) Efficacy of programmed intermittent bolus epidural analgesia in thoracic surgery: a randomized controlled trial. BMC Anesthesiology, 19(1).
Huang, A., & Sakata, R. (2016). Dor após esternotomia – revisão. Brazilian Journal of Anesthesiology, 66(4):395-401.
Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. (2015). Estimativa 2016: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA.
Julius, D., & Basbaum, A. (2001) Molecular mechanisms of nociception. Nature, 413(6852):203-210.
Kambam, J., Hammon, J., Parris, W., & Lupinetti, F. (1989) Intrapleural analgesia for postthoracotomy pain and blood levels of bupivacaine following intrapleural injection. Canadian Journal of Anaesthesia, 36(2):106-109.
Leandro, J., Rodrigues, O., Slaets, A., Schmidt, Jr. A., & Yaekashi, M. (2014). Comparação entre duas técnicas de fechamento de toracotomia: dor pós-operatória e função pulmonar. Jornal Brasileiro de Pneumologia,40(4).
Litle, V., & Canelli, R. (2020). Perioperative Management of the Thoracic Surgery Patient. Thoracic Surgery Clinics, 30(3)
Liu, F. F., Liu, X. M., Liu, X. Y., Tang, J., Jin, L., Li, W. Y., & Zhang, L. D. (2015). Postoperative continuous wound infusion of ropivacaine has comparable analgesic effects and fewer complications as compared to traditional patient-controlled analgesia with sufentanil in patients undergoing non-cardiac thoracotomy. Int J Clin Exp Med. 8(4):5438-45.
Loop, T., Harris, S., & Grimm, A. (2014) Recent Advances in Postoperative Pain Therapy for Thoracic Surgery. Current Anesthesiology Reports, 4(2):177-187.
Loftus, D. P., Elder, C., Russell, K., Spanos, S., Barnhart, D., & Scaife, E. (2016) Paravertebral regional blocks decrease length of stay following surgery for pe-
ctus excavatum in children. Journal of Pediatric Surgery, 51(1):149-153.
Mesbah, A., Yeung, J., & Gao, F. (2016). Pain after thoracotomy. BJA Education, 16(1):1-7.
Nicastri, D., Wisnivesky, J., Litle, V., Yun, J., Chin, C., & Dembitzer, F. (2008). Thoracoscopic lobectomy: Report on safety, discharge independence, pain, and chemotherapy tolerance. The Journal of Thoracic and Cardiovascular Surgery, 135(3):642-647.
Oram, R., & Rasburn, N. Analgesia for thoracic surgery. (2017). Anaesthesia & Intensive Care Medicine.;18(12):606-608.
Pereira, A. S. et al. (2018). Metodologia da pesquisa científica. UFSM.
Ravindra, G. (2016). Intrapleural Analgesis for Post Thoractomy Pain Management. International Journal of Contemporary Medical Research, 3(10):2898-2902.
Resende, F., Mourão, M., Allevato, B., Oliveira, B., Oliveira, C., & Silva, S. (2014) Analgesia for thoracotomy with multi-perforated catheters and elastomeric pump: case report. Revista Médica de Minas Gerais, 24.
Rizzi, A., Raveglia, F., Scarci, M., Cioffi, U., & Baisi, A. (2019). The best strategy to control pain after thoracic surgery: multimodal strategy against pain. Video-Assisted Thoracic Surgery, 4:26-26.
Stroud, A., Tulanont, D., Coates, T., Goodney, P., & Croitoru, D. (2014). Epidural analgesia versus intravenous patient-controlled analgesia following minimally invasive pectus excavatum repair: a systematic review and meta-analysis. Journal of Pediatric Surgery, 49(5):798-806.
Summers, R., Agarwal, S., & Johnston, C. (2020). Cardiac and Thoracic surgery chapter, The Royal College of Anaesthetists, (4th ed.), 13: 391-411
Suzuki, K., Saji, H., Aokage, K., Watanabe, S., Okada, M., & Mizusawa, J. (2019). Comparison of pulmonary segmentectomy and lobectomy: Safety results of a randomized trial. The Journal of Thoracic and Cardiovascular Surgery, 158(3):895-907.
Tomaszek, L., Fenikowski, D., Gawron, D., & Komotajtys, H. (2019) Comparative efficacy of continuous infusion of bupivacaine/fentanyl and ropivacaine/fentanyl for paediatric pain control after the Ravitch procedure and thoracotomy. A prospective randomized study. Biomedical Papers, 163(4):366-373.
Westphal F. (2019). Avaliação Invasiva do Mediastino. Cuidados Padronizados em Dreno de Tórax Tecnicas e Manejo., 12.2:184-190.
World Health Organization - WHO. (2015). International Agency for research on cancer (IARC). http:// epic.iarc.fr/research/cancerworkinggroups/lungcancer.php.
.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2022 Fernanda Donin Costanzo; Bárbara Viegas Sanches Machado; Marcelo Zanchet; Mayra Mejía Suárez; Fabiana Oenning da Gama; Vinicius Heurich

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
2) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.