Importância da biodiversidade de peixes no planejamento da conservação dos Parques Nacionais Brasileiros
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v10i10.18769Palavras-chave:
Conservação; Gestão; Áreas protegidas; Peixes de água doce.Resumo
As áreas protegidas são essenciais para a manutenção da biodiversidade. No Brasil, os parques nacionais abrangem uma das partes mais importantes dessas áreas (26.864.003,74 ha) que precisam ser manejadas de forma adequada para se alcançar a conservação. Para compreender como os dados a respeito da ictiofauna são abordados nos planos de manejo de parques nacionais brasileiros e o potencial dessas informações para a conservação, revisamos 55 planos de manejo. As variáveis utilizadas foram: plano de manejo disponível, hidrografia, dados da ictiofauna de água doce, profissionais treinados em avaliação ecológica rápida e riqueza de espécies. Além disso, dados sobre espécies ameaçadas e invasoras, usando uma matriz binária (ausência / presença). Comparamos nossas classificações com dados disponíveis na literatura especializada para cada bioma brasileiro. Pudemos apreender que muitos dos Parques Nacionais brasileiros ainda não possuem planos de manejo, e entre os planos já elaborados a falta de informações essenciais compromete seu potencial para a conservação da biodiversidade. Destacamos a necessidade de melhoria dos planos de manejo para os parques da Caatinga e a ampliação da análise de espécies invasoras para todos os biomas.
Referências
Braga, M. E. (2016). Check list da ictiofauna de água doce da Caatinga.
Brunner, A. G., Gullison, R. E., Rice, R. E., & Da Fonseca, G. A. (2001). Effectiveness of parks in protecting tropical biodiversity. Cience, 291(5501), 125-128.
Buckup, P. A., Menezes, N. A., & Ghazzi, M. S. A. (2007). Catálogo das espécies de peixes de água doce do Brasil (Vol. 23). Rio de Janeiro: Museu Nacional.
Casarim, R., Caldeira, Y. M., & Pompeu, P. S. (2020). Representativeness of national parks in protecting freshwater biodiversity: A case of Brazilian savanna. Ecology of Freshwater Fish, 29 (4), 705-721.
Cifuentes, M., Izurieta, A., & de Faria, H. H. (2000). Medición de la efectividad del manejo de áreas protegidas. WWF.
Coetzee, B. W., Gaston, K. J., & Chown, S. L. (2014). Local scale comparisons of biodiversity as a test for global protected area ecological performance: a meta-analysis. PloS one, 9(8), e105824.
Ervin, J. (2003). Avaliação rápida da eficácia da gestão de áreas protegidas em quatro países. BioScience , 53 (9), 833-841.
IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Não Renováveis, (2002). Roteiro metodológico de planejamento: Parque Nacional, Reserva Biológica e Estação Ecológica. Brasília, Brasil: MMA.
ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (2020). Coordenação Geral de Criação, Planejamento e Avaliação de Unidades de Conservação de Brasília, Brasil: MMA.
Jones, K. R., Venter, O., Fuller, R. A., Allan, J. R., Maxwell, S. L., Negret, P. J., & Watson, J. E. (2018). One-third of global protected land is under intense human pressure. Science, 360(6390), 788-791.
Junk, W. J., & Soares, M. G. M. (2001). Freshwater fish habitats in Amazonia: state of knowledge, management, and protection. Aquatic Ecosystem Health & Management, 4(4), 437-451.
Le Saout, S., Hoffmann, M., Shi, Y., Hughes, A., Bernard, C., Brooks, T. M., ... & Rodrigues, A. S. (2013). Protected areas and effective biodiversity conservation. Science, 342(6160), 803-805.
Lovejoy, T. E. (2006). Protected areas: a prism for a changing world. Trends in Ecology & Evolution, 21(6), 329-333.
Medeiros, R., & Araújo, F. F. S. (Eds.). (2011). Dez anos do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza: lições do passado, realizações presentes e perspectivas para o futuro. Ministério do Meio Ambiente.
Ministério do Meio Ambiente (2010) Gestão da Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros. Panorama da conservação de dois ecossistemas costeiros e marinhos no Brasil. Brasília, Brasil: MMA.
Ministério do Meio Ambiente (2018). Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção: Volume I 492p. https://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/comunicacao/publicacoes/publicacoes-diversas/livro_vermelho_2018_vol1.pdf
Ministério do Meio Ambiente (2019). Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Portaria No- 370, de 1 de agosto de 2019 de aprovação do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Espécies de Peixes e Eglas Ameaçados de Extinção da Mata Atlântica - PAN Peixes e Eglas da Mata Atlântica. Ministério do Meio Ambiente, Brasília; 2019. http://www. in.gov.br/web/dou/-/portaria-n-370-de-1- de-agosto-de-2019-209274364 acesso 26 jan 2020
Ministério do Meio Ambiente (2020a). Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. Lei Nº. 9.985, de 18 de julho de 2000.
Ministério do Meio Ambiente (2020b). Biomas. Digital resource at https://www.mma.gov.br/biomas.html
Myers, N., Mittermeier, R. A., Mittermeier, C. G., Da Fonseca, G. A., & Kent, J. (2000). Biodiversity hotspots for conservation priorities. Nature, 403(6772), 853-858.
Nogueira, C., Buckup, P. A., Menezes, N. A., Oyakawa, O. T., Kasecker, T. P., Ramos Neto, M. B., & da Silva, J. M. C. (2010). Restricted-range fishes and the conservation of Brazilian freshwaters. PloS one, 5(6), e11390.
Pough, F. H., Janis, C. M., & Heiser, J. B. (2008). A Vida dos Vertebrados. 4ª edição. São Paulo: Atheneu, 684p.
Ramos, TPA, Ramos, RTDC, & Ramos, SAQ (2014). Ictiofauna da bacia do rio Parnaíba, nordeste do Brasil. Biota Neotropica, 14.
Roskov, Y., G. Ower, T. Orrell., Nicolson, D., N. Bailly, P.M. Kirk, T. Bourgoin, R.E. DeWalt, W. Decock, E. Nieukerken, J. Zarucchi & L. Penev, L. (2019). Species 2000 & ITIS Catalogue of Life, 2019 Annual Checklist. Digital resource at www.catalogueoflife.org/annual-checklist/2019. Species 2000: Naturalis, Leiden, the Netherlands. ISSN 2405-884X.
Rylands, A. B., & Brandon, K. (2005). Brazilian protected areas. Conservation biology, 19(3), 612-618.
Savage, J. M. (1995). Systematics and the biodiversity crisis. BioScience, 45(10), 673-679.
Scherl, L. M., Wilson, A., Wild, R., Blockhus, J., Franks, P., McNeely, J. A., & McShane, T. O. (2006). As áreas protegidas podem contribuir para a redução da pobreza. Oportunidades e limitações. Reino Unido: IUCN, 60.
World Wildlife Fund-Brazil (2011). Relatório Anual 2010 WWF- Brazil. Digital resource at https://d3nehc6yl9qzo4.cloudfront.net/downloads/relatorio_anual_wwf_brasil_2010___internet.pdf
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2021 Thercia Gonçalves Ribeiro Monroe; Selma Patricia Diniz Cantanhêde; Natanael Bezerra Monroe; Fabrício Silva Garcez; Ligia Tchaicka

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
2) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.