O brinquedo terapêutico instrucional como ferramenta na assistência oncológica infantil
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v9i7.4253Palavras-chave:
Oncologia; Ludoterapia; Jogos e Brinquedos; Assistência Integral a Saúde.Resumo
O uso do brinquedo terapêutico durante o processo de internação infantil proporciona uma comunicação efetiva entre profissional e a criança e prevê ainda uma assistência integral, a qual usa intervenções que diminuam ou eliminam o sofrimento físico e psicológico experimentado pela as crianças e seus familiares, logo propicia um cuidado mais humanizado. Com este estudo, objetivou-se descrever as vivências de acadêmicos de enfermagem sobre atividades educativas assistenciais realizada em um hospital oncológico infantil através do uso de brinquedos terapêuticos instrucionais. Trata-se de um estudo descritivo com abordagem qualitativa na modalidade relato de experiência, sob a fundamentação teórica e metodológica da problematização do Arco de Maguerez, o qual é composto por cinco etapas, a saber: 1 – Observação da Realidade; 2 – Levantamento de Pontos-chave; 3 – Teorização; 4 – Hipóteses de Solução e 5 – Retorno a Realidade. Decidiu-se realizar ações educativas focando na necessidade terapêutica das crianças para desenvolverem um enfrentamento eficaz acerca dos procedimentos realizados. Como principais resultados o brinquedo terapêutico mostrou-se um eficiente dispositivo para o preparo e desenvolvimento social, intelectual e emocional da criança até mesmo durante a internação, com a redução de tensão e a mitigação de sentimentos como medo e insegurança. Baseado no exposto salienta-se a relevância de uma assistência voltada ao usuário embasada em um olhar holístico e em um cuidado acolhedor, com formas inovadoras e lúdicas a fim de promover a ressignificação quanto ao processo de hospitalização infantil.
Referências
Artilheiro, A. P. S., Almeida, F. A., & Chacon, J. M. F. (2011). Uso do brinquedo terapêutico no preparo de crianças préescolares para quimioterapia ambulatorial. Acta Paulista de Enfermagem, 24(5), 611-616.
Barreto, L. M. S. C., Maia, E. B. S., Depianti, J. R. B., Melo, L. L., Ohara, C. V. S., & Ribeiro, C. A. (2017). Dando sentido ao ensino do Brinquedo Terapêutico: a vivência de estudantes de enfermagem. Escola Anna Nery, 21(2), e20170038.
Berbel, N. A. N. (2011). As metodologias ativas e a promoção da autonomia de estudantes. Semina: Ciências Sociais e Humanas, 32(1), 25-40.
Caleffi, C. C. F., Rocha, P. K., Anders, J. C., Souza, A. I. J., Burciaga, V. B., & Serapião, L. S. (2016). Contribuição do brinquedo terapêutico estruturado em um modelo de cuidado de enfermagem para crianças hospitalizadas. Revista Gaúcha de Enfermagem, 37(2), e58131.
Canêz, J. B., Gabatz, R. I. B., Hense T. D., Vaz, V. G., Marques, R. S., Milbrath, V. M. (2019). O brinquedo terapêutico no cuidado de enfermagem à criança hospitalizada. Revista Enfermagem Atual, 88 (26), 1 – 9.
Costa, I. C. S., Ambrozio, L. C. C. S. (2019). Câncer Infantil: Acompanhamento Psicológico para a Qualidade de Vida Familiar. Anais do Seminário de Produção Científica do Curso de Psicologia da UNIEVANGÉLICA, Anápolis, GO, Brasil 1 e 2.
Delfino, C. T. A., Ferreira, W. F. S., Oliveira, E. C., Dutra, D. A. (2018). Câncer infantil: Atribuições da enfermagem em cuidado paliativo. Revista Saúde e Desenvolvimento, 12 (10), 18 – 40.
Emidio, S. C. D., Morais, R. J. L., Oliveira, P. N. M., Bezerra, R. S. (2018) Percepção de crianças hospitalizadas acerca do tratamento oncológico. Revista Fun Care Online, 10(4), 1141 - 1149.
Francischinelli, A. G. B., Almeida, F. A., & Fernandes, D. M. S. O. (2012). Uso rotineiro do brinquedo terapêutico na assistência a crianças hospitalizadas: percepção de enfermeiros. Acta Paulista de Enfermagem, 25(1), 18-23.
Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (2019). Estimativa 2020: incidência de câncer no Brasil. Recuperado em 08 abril, 2020, de https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/estimativa-2020-incidencia-de-cancer-no-brasil.pdf.
Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (2020). Câncer infantojuvenil. Recuperado em 30 abril, 2020, de https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-infantojuvenil.
Lei 8.069 de 13 de julho de 1990 (1990). Dispõe sobre o estatuto da criança e do adolescente. Ministério da Saúde. Rio de Janeiro, RJ: Fundação para a Infância e Adolescência.
Lima, B. S., Dezan, B., Rampelotto, G. F. (2017). Brinquedoterapia como método terapêutico e lúdico para redução da ansiedade de crianças hospitalizadas. Revista das Semanas Acadêmicas da ULBRA Cachoeira do Sul. 4(6).
Maia, E. B. S., Ribeiro, C. A., & Borba, R. I. H. (2011). Compreendendo a sensibilização do enfermeiro para o uso do brinquedo terapêutico na prática assistencial à criança. Revista da Escola de Enfermagem da USP, 45(4), 839-846.
Marques, E. P., Garcia, T. M. B., Anders, J. C., Luz, J. H., Rocha, P. K., & Souza, S. (2016). Lúdico no cuidado à criança e ao adolescente com câncer: perspectivas da equipe de enfermagem. Escola Anna Nery, 20(3), e20160073.
Matozo, A. M. S., Santos, A. G., Silva, A. K., Aratani, N. (2016 março). A importância das práticas nos serviços de saúde para a formação de enfermagem. Anais do Congresso Internacional da Rede Unida, Campo Grande, MS, Brasil, 12.
Negreiro, R. D., Furtado, I. S., Vasconcelos, C. R. P., Souza, L. S. B., Vilar, M. M. G., Alves, R. F. (2017). A Importância Do Apoio Familiar Para Efetividade No Tratamento Do Câncer Infantil: Uma Vivência Hospitalar. RSC online, 6 (1), 57 – 64.
Pino, C. D., Pereira V. T. (2017). Ludoterapia durante o tratamento contra o câncer infantil: revisão integrativa de literatura. Revista Psicologia em Foco Frederico Westphalen, 9 (14), 26 – 44.
Santos, G. B., Bispo, M. M., Pinto, J. S., Resende, L. T., Andrade, A. S. A. (2019, maio). O brincar terapêutico no preparo da criança com câncer submetida a punção venosa periférica. Anais do Congresso Internacional de Enfermagem – CIE e Jornada de Enfermagem da Unit (JEU), Aracajú, SE, Brasil, 2 e 13.
Silva, R. D. M., Austregésilo, S. C., Ithamar, L., & Lima, L. S. (2017). Brinquedo terapêutico no preparo de crianças para procedimentos invasivos: revisão sistemática. Jornal de Pediatria, 93(1), 6-16.
Sposito, A. M. P., Garcia-Schinzari, N. R., Mitre, R. M. A., Pfeifer, L. I., Lima, R. A. G., Nascimento, L. C. (2018). O melhor da hospitalização: contribuições do brincar para o enfrentamento da quimioterapia. Avances en Enfermería, 36(3), 328-337.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
2) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.