Visões do professor de Química sobre a Natureza da Ciência, a Experimentação e as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33448/rsd-v9i8.5023

Palavras-chave:

Epistemologia; Formação do professor; Ensino de Química.

Resumo

Epistemologia e a publicação de registros correlacionados ao Ensino de Química são temáticas interessantes e necessárias para a formação do licenciado em Química. O trabalho que deu origem a esse artigo resultou de atividades desenvolvidas na disciplina de Estágio Docência do doutorado na REAMEC, sendo, entretanto, uma pesquisa bibliográfica e descritiva, realizada na Plataforma Google Acadêmico. Refletimos sobre o contexto do ensinar e aprender Química, dando ênfase ao fazer epistemológico do professor de Química. Ensinar exige pensar, refletir, analisar, comprometimento, motivação, conhecimento do conteúdo curricular. Para isso, faz-se necessário, um pensamento aberto e receptível a novos olhares sobre a Ciência, para que ocorram mudanças reais e verdadeiras construções de conhecimento, partindo do posicionamento de professores formadores nas universidades, com relação à Teoria do Conhecimento, que vivenciam em suas práticas de ensino ao licenciado e sua forma epistemológica expressa no ato de ensinar e de aprender continuamente, sobre tal Ciência. Concluímos que a construção do conhecimento científico acontece apartir de informações tidas como verdadeiras, fazendo-se, portanto necessário, um profissional professor, conhecedor dos tipos de concepções epistemológicas de Ciência, que permeiam os olhares de alunos em formação inicial, do curso de Licenciatura em Química.

Biografia do Autor

Eleonora Celli Carioca Arenare, Universidade Federal de Mato Grosso

Licenciada, Bacharel em Química, pela UFAM, Especialista em Informática na Educação pelo IFAM, Mestra em Ensino de Ciências, pela UEA. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática/REAMEC pela UFMT. Realiza pesquisas com ênfase nos seguintes temas: Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), Temáticas ambientais, Espaços Não-Formais, Formação de Conceitos Científicos e Educação Inclusiva, com foco em alunos com Deficiência Visual(Alunos Cegos ou com Baixa Visão). Investiga os tipos de metodologias de pesquisa/ensino e as bases epistemológicas que fundamentam as Práticas Inclusivas utilizadas em sala de aula ou em qualquer outro espaço educativo, na busca de oportunidades de INCLUSÃO de alunos com tais deficiências no Universo Cientifico que fundamenta a disciplina "Química".

Ettore Paredes Antunes, Universidade Federal do Amazonas

Químico, mestre em Química (Físico-Química) e Doutor em Química na área de Ensino de Química. Atualmente docente na Universidade Federal do Amazonas - UFAM, Manaus. Têm interesse em pesquisas na intersecção entre as áreas da História, Filosofia, Psicologia e Sociologia da Ciência e o Ensino de Química e também em Metodologias Ativas para o Ensino de Química, como a Metodologia Investigativa. Atualmente é colaborador no Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PPGECIM) da UFAM.

Gerson de Souza Mól, Universidade de Brasília

Bacharel e Licenciado em Química pela Universidade Federal de Viçosa, mestre em Química Analítica pela Universidade Federal de Minas Gerais e doutor em Química pela Universidade de Brasília - UnB, com posdoc na Universidade de Aveiro - Portugal. Professor do Instituto de Química da UnB. Orienta nos programas de pós-graduação em Ensino de Ciência e em Educação em Ciências da UnB, na REAMEC e no PPGECM - UEM. Parecerista de revistas científicas. Consultor da Capes, CNPq e agências de fomento. Presidente da Sociedade Brasileira de Ensino de Química - SBEnQ. Um dos autores do livro didático Química Cidadã. Pesquisa e orienta em Educação Inclusiva com foco no Ensino de Ciências.

Referências

Abd-el-khalick, F., & Lederman, N. G. (2000). The influence of history of science courses on students’ views of nature of science. Journal of Research in Science Teaching, 37(10), p.1057–1095. Disponível em: ‹http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1. 466.265&rep=rep1&type=pdf›. Acesso em 07 jan de 2020.

Adorno, (1986). O ensaio como forma. In Cohn, Gabriel (Org.), Sociologia: Adorno p. 167-187). São Paulo: Editora Ática.

Alfonso-goldfarb, A. M.(2008) Centenário Simão Mathias: Documentos, métodos e identidade da história da Ciência. Circunscribere, v. 4, p. 5–9. Disponível em;

https://revistas.pucsp.br/circumhc/article/view/679 ›. Acesso em 04 jan de 2020.

Alfonso-goldfarb, A. M., Ferraz, M. H. M., & Beltran, M. H. R.(2004) A historiografia contemporânea e as ciências da matéria: uma longa rota cheia de percalços. In: Alfonso-Goldfarb, A. M.; Beltran, M. H. R (Ed.). Escrevendo a História da Ciência: tendências, propostas e discussões historiográficas. São Paulo: Educ./ Livraria da Física/ Fapesp, p. 49–73.

Axt, R. (1991). O papel da Experimentação no Ensino de Ciências. In: Moreira, M. A.; Axt, R. (Org.). Tópicos em Ensino de Ciências. Porto Alegre: SAGRA. p. 79-90, 1991.

Bassalo, J. M. F. (1992) A importância do estudo da História da Ciência. Revista da SBHC, n. 8, p. 57-66. Disponível em; ‹https:// www.sbhc.org.br/revistahistoria/view? ID_REVISTA_HISTORIA=34›. Acesso em 03 jan de 2020.

Beltran, M. H. R., & Saito, F. (2012). História da ciência, epistemologia e ensino: uma proposta para atualizar esse diálogo. Atas do VIII ENPEC. Campinas: ABRAPEC, 2012.

Corrêa, A. L. (2015). O Ensino de Ciências e as Tecnologias Digitais: competências para a mediação pedagógica. Tese (doutorado) - Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Bauru, 175 f. 2015.

Silva, G. R., & Gandra, L. P. (2017) Aplicação de um roteiro exploratório para o uso da simulação computacional: modelos do átomo de hidrogênio. Uso de simulação computacional no Ensino de Química. Revista Electrónica Formación y Calidad Educativa (REFCalE). Vicerrectorado Académico de la Universidad Laica Eloy Alfaro de Manabí, Ecuador. 5(1), p.17-31. Disponível em; ‹ https://refcale.uleam.edu.ec/index.php/refcale/article/view/1572 ›. Acesso em 04 jan de 2020.

Araujo, H. A. B., & Braga, M. L. (2017). Ensino de Ciências da Natureza e Arduino: Uma Proposta de Interface para Facilitar Práticas Experimentais. Revista Tecnologias na Educação – Edição Temática V– Simpósio IberoAmericano de Tecnologias Educacionais (SITED 2017). 21(9), 1-13.

El-Hani, C. N. (2011). Notas sobre o ensino de história e filosofia da ciência na educação científica de nível superior. (In) Silva, C.C. (org) Estudos de história e filosofia das ciências: Subsídios para aplicação no ensino. São Paulo: Editora Livraria da Física, p.3-21, 2011.

Ferreira, V. F. (2020). As tecnologias interativas no ensino. Química nova, v.21, 1998. Disponível em; ‹ https://www.scielo.br/pdf/qn/v21n6/2913 ›. Acesso em 03 jan de 2020.

Gabini, W. S., & Diniz, R. E. da S.(2009) Os professores de Química e o uso do computador em sala de aula: Discussão de um processo de formação continuada. Ciência & Educação, 15(2), p. 343- 358, Disponível em; ‹ https://www.redalyc.org/pdf/2510/251019501007.pdf ›. Acesso em 05 jan de 2020.

Gil, P., Daniel et al.(2001) Para uma Imagem não deformada do Trabalho Científico. Ciência & Educação, 7(2), p.125-153. Disponível em; ‹ https://www.scielo.br/pdf/ciedu/v7n2/01.pdf ›. Acesso em 05 jan de 2020.

Justi, R. (2010). Modelos e modelagem no Ensino de Química: um olhar sobre aspectos essenciais pouco discutidos. In: Santos, Wildson Luis Pereira; Machado, Patricia Fernandes Lootens Maldaner, Otavio Aloisio. Ensino de Química em Foco. Ijuí : Ed. UNIJUÍ, 2010, p. 209-229.

Lamar, A. R., & Morell, J. C. (2012). Filosofia da tecnologia: mídias eletrônicas na educação. In: Anais Eletrônico - IV EPISTED.- Seminário de Epistemologia e Teorias da Educação, Campinas: Unicamp, 2012.

Macedo, F. C. da S., & Kalhil, J. B. (2014) Tecnologias digitais computadorizadas na Educação em Ciências: podem contribuir? Latin American Journal of Science Education, México, 2(1), p.01-09. Disponível em; ‹http://www.lajse.org/nov14/22027 ›. Acesso em 05 jan de 2020.

Martins, R. A. (2006). Introdução: a História das Ciências e seus usos na educação. In: SILVA, C. C. (Org.). Estudos de História e Filosofia das Ciências: subsídios para aplicação no ensino. São Paulo: Livraria da Física, 2006.

Matthews, M. R. (1994). Science teaching - The role of History and Philosophy of Science. New York: Routledge, 1994.

McComas, W. F., Almazroa, H., & Clough, M. P. (1998) The nature of Science in Science education: An introduction. Science & Education, 7(6), p. 511-532. DOI: 10.1023/A:1008642510402

Meneghetti, F. K. (2011) O que é um Ensaio-Teórico? Revista de Administração Contemporânea, v. 15, p. 343-348. DOI: https://doi.org/10.1590/S1415-65552011000200010

Moura, B. A. (2014). O que é natureza da Ciência e qual sua relação com a História e Filosofia da Ciência? Revista Brasileira de História da Ciência, Rio de Janeiro, v. 7, n. 1, p. 32-46, 2014. Disponível em: ‹https://www.sbhc.org.br/revistahistoria/view?ID_ REVISTA_HISTORIA =51›. Acesso em 05 jan de 2020.

Raicik, A. C., & Peduzzi, L. O. Q. (2015). Uma discussão acerca dos contextos da descoberta e da justificativa: a dinâmica entre hipótese e experimentação na ciência. Revista Brasileira de História da Ciência, 18(1), p. 132-146. Disponível em: ‹ https://www.sbhc.org.br/revistahistoria/view?ID_REVISTA_HISTORIA=53 ›. Acesso em 05 jan de 2020.

Sà, A. M. Tecnologias educacionais: uma proposta de formação continuada para professores de Química na Educação básica. 2017. 91f. Dissertação (Mestrado em Ensino das Ciências na Educação Básica) – Universidade de Grande Rio “Prof. José de Souza Herdy”, Duque de Caxias.

Silveira, R. C. P. Uma contribuição para o estudo do ensaio científico avaliativo. Letras. v.1, n.2, p.33-42, 1991.

Silveira, F. A., &Vasconcelos, A. K. P.(2017) Investigação do uso do software educativo LABVIRT no Ensino de Química. Revista Tecnologias na Educação. v.23, n.9, p.1-13. Disponível em: ‹ http://tecedu.pro.br/ano9-numero-vol23-dez2017/ ›. Acesso em 05 jan de 2020.

Peduzzi, L. Sobre a utilização didática da História da Ciência. In: Pietrocola, M. (Org.). Ensino de Física: conteúdo, metodologia e epistemologia numa concepção integradora. Florianópolis: Editora da UFSC, 2001.

Praia, J.; Gil-Pérez, D., & Vilches, A.(2007) O papel da Natureza da Ciência na Educação para a Cidadania. Ciência & Educação, 13(2), p.141-156. Disponível em:

http://tecedu.pro.br/ano9-numero-vol23-dez2017/ ›. Acesso em 05 jan de 2020.

Pumfrey, S. (1991). History of Science in the National Science Curriculum: A critical review of resources and their aims. British Journal for the History of Science, 24(1) 61-78, 1991. DOI: https://doi.org/10.1017/S0007087400028454

Waters‐Adams, S. & Nias, J. (2003). Using action research as a methodological tool: Understanding teachers’ understanding of science. Educational Action Research, 11(2), 283–300. DOI: 10.1080/09650790300200210

Zanon, L. B., & Maldaner, O. A. (Ed.). (2007). Fundamentos e Propostas de Ensino de Química para a Educação Básica no Brasil. Ijuí: Unijuí.

Downloads

Publicado

21/06/2020

Como Citar

ARENARE, E. C. C.; ANTUNES, E. P.; MÓL, G. de S. Visões do professor de Química sobre a Natureza da Ciência, a Experimentação e as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Research, Society and Development, [S. l.], v. 9, n. 8, p. e38985023, 2020. DOI: 10.33448/rsd-v9i8.5023. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/5023. Acesso em: 28 set. 2024.

Edição

Seção

Ciências Exatas e da Terra